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O 1° encontro Rede Juventude Cidadã foi um sucesso! Confira!

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"Ser jovem é ter arte de inventar..... por que pra ser feliz a gente inventa!"
Por: David da Silva e Natasha Fonseca

"Plano Nacional de Juventude – encontros e desencontros "
Por: Patrícia Lânes*

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Conselho Nacional da Juventude faz balanço de conquistas

Criado em agosto de 2005, o Conselho Nacional de Juventude (Conjuve) realizou seu primeiro seminário entre os dias 27 e 29 de novembro últimos. O encontro, que ocorreu na cidade de Niterói, no Rio de Janeiro, reuniu especialistas, parlamentares, gestores públicos, fundações empresariais e jovens de diferentes regiões do País, matizes políticos, raças, etnias e orientações sexuais. Discutir políticas públicas para a juventude foi o principal objetivo do encontro, que reuniu 450 pessoas na Associação Atlética Banco do Brasil. As discussões giraram em torno dos trabalhos desenvolvidos, no último ano, pelos membros do Conjuve consolidados no livro ‘Política Nacional de Juventude – Diretrizes e Perspectivas’.

O seminário foi o pontapé inicial numa discussão que começou em 2005 com a criação do jovem conselho. Formado por 60 conselheiros, entre representantes da sociedade civil e do poder público, o Conjuve serviu para abrir o diálogo entre os vários setores da sociedade envolvidos direta ou indiretamente com a questão juvenil. “A meta agora é organizar uma conferência nacional e criar um plano plurianual”, avalia Regina Novaes, presidente do conselho. Já para o secretário Nacional de Juventude, Beto Cury, o seminário serviu para coroar um momento histórico: “A juventude está deixando de ser olhada como uma fase de transição entre a adolescência e a vida adulta. Ela passa a ser vista como um segmento social que tem direitos específicos”.

O ministro da Secretaria Geral da União, Luiz Dulce, representantes dos ministérios da Educação, do Esporte, do Desenvolvimento e do Trabalho, também estiveram presentes ao encontro. Apesar dos elogios aos avanços conquistados até agora, a ministra da Secretaria Especial de Políticas e Promoção da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, aproveitou para chamar a atenção para a necessidade de as políticas públicas romperem as barreiras da Secretaria Nacional da Juventude. “Precisamos atingir todas as áreas do governo. Só assim os jovens estarão definitivamente inseridos na sociedade”, defendeu Matilde.

O presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Gustavo Petta, admitiu que a institucionalização de uma política nacional de juventude foi sem dúvida um avanço, mas não suficiente. Ele considera indispensável que o segundo mandato do presidente Lula seja mais ousado e defenda um projeto nacional para essa fatia da população. Apesar de 17 ministérios terem ações específicas e programas voltados para a juventude, essa população corresponde a 60% dos quatro milhões de desempregados. Além do fato de ser presa fácil e alvo preferencial dos indicadores de homicídio. Quase 68% dos jovens de até 15 anos que já poderiam ter completado o ensino fundamental, ainda não concluíram esse ciclo e 38% dos menores de 18 anos ainda freqüentam. Com relação ao ensino médio, 60% dos jovens estão matriculados, embora apenas 47% o façam antes dos 17 anos.

A publicação de ‘Políticas Públicas – Diretrizes e Perspectivas’ é um marco nas discussões das questões da juventude e do estudo das políticas existentes, falta agora tirá-lo do papel. A Secretaria Especial da Mulher, por exemplo, não tem uma política voltada especificamente para a juventude. Assim como falta elaborar ainda uma Política Nacional de Saúde para Adolescentes e Jovens.



Fonte: Liana Melo/Especial para Onda Jovem

 

 

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