O (a) jovem
metropolitano(a) admitiria participar
mais da vida pública e de ações
coletivas – desde que resultasse
em melhorias para a sociedade e que houvesse
canais adequados de participação.
Esta é uma das conclusões
da pesquisa Juventude Brasileira e Democracia
– participação, esferas
e políticas públicas, lançada
em 28 de novembro.
O objetivo do levantamento, financiado
pelo International Development Research
Centre (IDRC, do Canadá), foi o
de conhecer o potencial de participação
do(a) jovem na vida pública. Foram
ouvidos(as) 8 mil jovens de 15 a 24 anos
em sete regiões metropolitanas
do Brasil e no Distrito Federal, entre
outubro de 2004 e maio de 2005.
A pesquisa revela que o(a) jovem urbano(a)
no Brasil tem entre suas principais reivindicações
uma escola de melhor qualidade, melhor
qualificação profissional,
mais espaços de cultura e lazer
próximos ao seu local de moradia.
Predominantemente de classe C (44%), também
pede segurança (violência
é um dos principais impedimentos
para o acesso à cultura) e que
governantes sejam menos corruptos(as),
mais responsáveis e comprometidos(as)
com a melhoria efetiva das condições
de vida. O estudo constatou que a juventude
brasileira do século 21 ainda participa
pouco da vida pública (28% faz
parte de algum grupo, na maioria religioso),
mas se preocupa com o futuro do país
e espera que os governos promovam sua
inclusão social.
As regiões metropolitanas pesquisadas
foram: Belém, Belo Horizonte, Porto
Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador
e São Paulo, além do Distrito
Federal. A pesquisa inclui duas fases:
um levantamento quantitativo (8 mil entrevistados(as))
e uma bateria qualitativa (com 39 grupos
de diálogo, reunindo 913 jovens)
realizada com base em metodologia –
inédita no país –
fornecida pelo instituto Canadian Policy
Research Networks.
O levantamento – cujo relatório
final será entregue para autoridades
municipais, estaduais e federais com recomendações
de políticas voltadas para jovens
– foi coordenado nacionalmente pelo
Ibase e pelo Instituto Pólis, de
São Paulo, e realizado por rede
de parceiros envolvendo universidades
e ONGs.
O relatório da pesquisa está
disponível em www.ibase.br
Fonte:
Cidadania na Internet
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