| Essa
matéria, pessoalmente, acho que
é muito importante para começarmos
a nos alto avaliar em certas atitudes
que tomamos em relação ao
assunto que trata a mesma. FOME...
Muitas vezes reclamamos de coisas sem
mesmo antes pensarmos ou olharmos para
a situação do próximo,
devemos nos atentar pra isso. Não
estamos sós no mundo, temos irmãos
que muitas vezes se encontram em circunstâncias
piores que a nossa. É sério!
PRESTA
ATENÇÃO A SEGUIR:
Somália, Um País
Pedindo Socorro!
Uma média de oito pessoas está
morrendo por dia de fome e sede
Somália...
A seca no sul da Somália se agravou
nos últimos meses e causou fome
e morte no país, dizimando cabeças
de gado e obrigando milhares de pessoas
a buscarem refúgio nas cidades.
''Uma média de oito pessoas está
morrendo diariamente de fome nessas regiões'',
disse à EFE Hassan Moalim Yusuf,
funcionário de uma agência
humanitária em um dos campos de
refugiados de Mogadíscio, capital
do país.
A seca atinge principalmente as regiões
de Bay, Bakol e Gedo, além de algumas
áreas de Jubba. Pessoas e cabeças
de gado estão morrendo por causa
da falta de chuvas e do baixo nível
dos poços, deixando o país
à beira de um desastre humanitário
devido à falta de ajuda.
Fome e Sede, o Flagelo de Uma Nação
Africana
Calcula-se que centenas de pessoas já
tenham morrido de fome.
Além disso, há milhares
de animais mortos no campo por causa da
falta de água.
Os habitantes não têm alternativa
a não ser ir para a capital ou
para outros centros urbanos, levando com
eles problemas que se juntam aos que o
país já tem. Desde 1991,
a Somália não tem um Governo
central e vive em constantes lutas entre
clãs rivais.
Um desses refugiados é Isha Osman,
mãe de cinco filhos que teve de
caminhar por oito dias, junto com outras
35 famílias, para escapar da seca
e chegar a Mogadíscio.
''Andamos 320 quilômetros para poder
sobreviver. Algumas de nossas crianças
morreram no caminho e outras estão
perto de perder a vida'', disse a mulher.
Um Povo Fadado à Extinção
Isha é de Gofgadoud, uma vila a
30 quilômetros de Baidoa, ligada
a Mogadíscio por uma estrada de
256 quilômetros.
''Perdemos todo nosso gado por causa da
fome. Nos últimos dois anos, não
tivemos chuva suficiente para poder colher'',
acrescentou.
No caminho para Mogadíscio, algumas
crianças do grupo morreram, mas
seus corpos tiveram de ser abandonados
devido à impossibilidade de realização
de um enterro formal.
Um porta-voz das famílias refugiadas
em um abrigo de Mogadíscio, Osman
Haji, disse à EFE que, desde que
as 35 famílias chegaram à
cidade no início desta semana,
sete crianças já morreram.
''As crianças não têm
nada para comer, não têm
um lugar para dormir e estão sem
remédios. Só podemos rezar
para pedir a bênção
de Deus'', acrescentou.
As agências humanitárias
estão acompanhando a situação
de perto desde dezembro do ano passado,
e advertiram que a Somália enfrentará
uma ''grave crise de alimentos e de outras
formas de sustento'' se não for
dada uma solução à
situação.
A ajuda internacional opera com muita
dificuldade na Somália por causa
da anarquia no país desde que a
ditadura de Mohammed Siad Barre foi derrubada
do poder.
O Programa Mundial de Alimentos (PMA)
está enviando mantimentos à
Somália, mas o que chega ao país
pelo mar está sofrendo com a atividade
de grupos de piratas, e a carga que chega
por estradas tem de superar as barricadas
dos milicianos.
A situação foi classificada
como uma ''catástrofe humanitária''
pelo coordenador da ONU para a Somália,
Maxwell Gaylard, que visitou a região
de Bakol e Gedo recentemente.
Segundo dados das agências humanitárias,
cerca de dois milhões de pessoas
podem ser afetadas pela fome se não
conseguirem, em breve, meios para subsistir.
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