NOTA
DE REPÚDIO DA MARCHA MUNDIAL DAS
MULHERES
MOVIMENTO SOCIAL NÃO É CASO
DE POLÍCIA
A
Marcha Mundial das Mulheres foi com milhares
de ativistas para as ruas neste 8 de março:
manifestações, passeatas,
debates públicos e ações
diretas foram realizadas pelas feministas
Brasil afora que em uníssono afirmaram
que é preciso mudar o Brasil para
mudar a vida das mulheres, que a violência
não faz parte do mundo que queremos
construir, que o aborto e saúde integral
são um direito.
Nos causa espanto e indignação
a repressão sofrida por feministas
da Marcha de Natal (RN) durante a madrugada
do dia 8 de março, Dia Internacional
da Mulher. Quatro companheiras que faziam
colagem de cartazes expressando as bandeiras
de luta do movimento feminista foram abordadas
por policiais militares de forma repressora
e discriminatória. Ao ler a frase
“Eu aborto, tu abortas, somos todas
clandestinas”, os policiais deram
voz de prisão acusando-as de Formação
de Quadrilha e Apologia ao Crime.
Ficaram detidas na 10ª Delegacia de
Polícia de Plantão da Zona
Sul, das 00h40 às 05h30 deste 8 de
março, e vivenciaram situações
que ilustram preconceito, desinformação
e autoritarismo.
Repudiamos a ação policial
intimidatória, preconceituosa e machista.
A mesma ação que costumeiramente
trata os movimentos sociais como um “caso
de polícia”. Reafirmamos nosso
direito à livre manifestação
de idéias, assim como nos manteremos
firmes na luta pela legalização
e descriminalização do aborto.
Nossa solidariedade às companheiras
de Natal.
Luciane
Reis
71-9959-2350( meu) ou 9929-2395(recado)
Diretora Cacos/ Instituto de Mídia
Étnica lucianereispp@hotmail.com(
msn)
" ser negro não é questão
de pigmentação,é
resistência para ultrapassar a opressão"