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O Trabalho Infantil em Goiânia - saiba mais

Antônio Santiago (Goiânia - GO)
Publicado em 18/10/2005

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"Quantas mortes serão necessárias para
se saber que já se matou demais?"

(Bob Dylan - Blowin' in the wind)

Cleonder, de 20 anos, morreu de pneumonia e insuficiência respiratória por ter sido deixado na prisão num cubículo de dois metros quadrados por mais de 80 dias, sem direito a sol e a receber visitas.


Sei que o leitor lerá a notícia com indiferença, afinal uma morte de jovem a mais ou a menos neste país já não indigna ninguém.


Se Cleonder tivesse morrido na Inglaterra, aí, sim, as autoridades inglesas e a polícia inglesa seriam cobradas intensivamente, em especial pela nossa imprensa.
Mas Cleonder morreu numa prisão brasileira, onde a pena de morte não tem julgamento nem ritual.


Como nos tempos medievais, mata-se num lento suplício. Pela Lei de Execução Penal, o juiz da vara criminal é o responsável por isolamento de preso nos presídios. No Art.68 reza que o isolamento, a suspensão de direitos não poderão exceder 30 dias (exceção para os presos no RDD, o Regime Disciplinar Diferenciado, como no caso do Beira Mar). Cleonder foi morto porque infringiu a lei. E o que acontece com o juiz responsável que também infringiu a lei ao ignorar ou permitir que um preso ficasse no isolamento durante mais de 80 dias?
Os juízes são os maiores responsáveis pela crueldade e o crime contra a humanidade que acontece dentro das prisões brasileiras. Por lei, os juízes devem fiscalizar as prisões, visitando-as periodicamente, vendo o que acontece lá dentro e agindo sobre as irregularidades. Com a palavra o Conselho Nacional de Justiça.

 

 

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