Quase cinco
milhões de pessoas contraíram
o vírus da Aids ao longo de 2005,
um dos maiores saltos desde que os casos
começaram a ser registrados, em
1981. O número de pessoas vivendo
com HIV agora é estimado em 40,3
milhões - o mais alto já
calculado.
Mas há
também trouxe boas notícias.
Os países que investiram em uma
mudança de comportamento sexual
- leia-se maior uso de preservativos,
iniciação sexual mais tardia
e menos parceiros - apresentaram de fato
uma redução no número
de infecção pela doença.
Quênia, Zimbábue e algumas
nações da região
do Caribe são alguns dos que têm
registrado queda.
As 4,9
milhões de novas infecções
foram insufladas pela epidemia ainda devastadora
na África Subsaariana e por um
crescimento repentino da doença
em países da antiga União
Soviética e do Leste da Europa.
Mais de
3,1 milhões de pessoas morreram
de Aids neste ano, inclusive 570 mil crianças
- muito mais do que o total de vítimas
fatais deixadas por desastres naturais
desde o tsunami de dezembro na Ásia.
A África
do Sul é o país mais afetado,
com mais de cinco milhões de casos.
Cerca de 25,8 milhões de soropositivos,
ou 64% do total mundial vivem na África
subsaariana. Outro dado alarmante: o número
de mulheres soropositivas atingiu 17,5
milhões neste ano, mais de um milhão
a mais do que em 2003.
Mas a perspectiva
de acesso a medicamentos anti-retrovirais
para as populações de países
pobres parece melhorar, embora o número
de soropositivos que tem acesso aos medicamentos
ainda seja pequeno: apenas um em cada
dez africanos e um em cada sete asiáticos
que precisam de anti-retrovirais de fato
os recebem.
Duas décadas
depois do começo da epidemia, o
relatório diz que em muitas partes
do mundo, inclusive no sul da África,
o grau de informação sobre
a transmissão do HIV continua sendo
assustadoramente baixo. No Brasil, o estudo
destaca a falta de conhecimento dos jovens
entre 15 e 24 anos sobre as formas de
transmissão da doença. Cerca
de 38% deles não souberam mencionar
espontaneamente os meios de contágio.
Está no Brasil um terço
das 1,8 milhão de pessoas que vivem
com HIV na América Latina.
Esses dados
são parte do Relatório Mundial
sobre a Aids, referente a 2005, divulgado
pelo Programa Conjunto das Nações
Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) e pela
Organização Mundial de Saúde
(OMS).
Fonte: IJC - Instituto
de Juventude Contemporânea
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