O evento conta com o apoio da Fundação
Konrad Adenauer e com o patrocínio
do Serviço Federal de Processamento
de Dados (Serpro), do Banco do Brasil
e da Eletrobrás.
O evento é dividido em quatro
temas centrais: “Infra-estrutura
e acesso universal”, “Inclusão
digital, liberdade de conhecimento e
produção cultural”,
“Sustentabilidade da inclusão
digital” e “Indicadores
para a inclusão digital”.
A 4ª Oficina para a Inclusão
Digital dará continuidade
ao debate nacional sobre os temas prioritários
para a inserção das comunidades
excluídas no contexto das redes
digitais. Desde a sua primeira edição,
o evento dá espaço à
apresentação de alternativas
práticas e abrangentes para os
processos de infoinclusão.
As Oficinas marcaram, divulgaram e conscientizaram
progressivamente a opinião pública
sobre o tema, definiram as posições
da sociedade civil em relação
à questão e, ao mesmo
tempo, ampliaram as preocupações
e ações do poder público
nesse campo, na opinião de Maurício
Falavigna, coordenador do Sampa.org.
“As Oficinas definiram a questão
da inclusão digital não
como um mero acesso à tecnologia,
mas como parte integrante do combate
à desigualdade, à exclusão
social e, principalmente, como uma luta
por uma ampla inserção
na sociedade do conhecimento”,
acredita.
A intenção é de
trabalhar por um projeto nacional que
garanta acesso às tecnologias
da informação e da comunicação
a todo cidadão e cidadã
no Brasil, sem nenhuma forma de discriminação.
Por isso, o evento reúne pessoas
envolvidas com inclusão digital
em diferentes graus e áreas:
representantes de ONGs e sociedade civil
em geral, coordenadores de projetos
de infoinclusão, representantes
do governo, gestores de empresas públicas,
acadêmicos, estudantes, executivos
de empresas e operadores de telecentros.
Para Carlos Afonso, diretor de Planejamento
e Estratégias da Rits, o governo
não colocou em prática
as estratégias definidas nas
outras Oficinas. Em conseqüência
disso, decidiu-se modificar o formato
do evento. “Constatamos que o
formato com grupos de trabalho para
a construção de um documento
único está exaurido. Nesses
três anos não conseguimos
fechar um documento de inclusão
digital definitivo. O governo não
conseguiu montar uma estratégia
nacional de inclusão digital,
por falta de organização
e de recursos. Nem um projeto nacional
de telecentros o governo conseguiu implementar.”
Maurício Falavigna acredita que
a edição deste ano marca
um aprofundamento do diálogo
entre sociedade civil e governo, especialmente
no que tange a ações concretas
de inclusão. “Agora há
iniciativas governamentais de largo
alcance sendo implementadas a partir
desse diálogo, e creio que essa
é a oportunidade de discutir
o presente e futuras ações.”
Por outro lado, houve muitos avanços
em relação a projetos
de governos locais e da sociedade civil.
“Será uma oportunidade
de avaliar o que aconteceu, o que funcionou,
o que a sociedade civil deixou de fazer
e, também, as conquistas obtidas”,
diz Carlos Afonso. Ele acredita que
as Oficinas certamente contribuíram
para esses avanços, não
pelo documento produzido, mas pela interação
e propagação de idéias
entre os atores envolvidos.
Assim, a IV Oficina para a Inclusão
Digital pretende ser um espaço
de debate mais livre: a idéia
é que as pessoas se coloquem
como voluntárias para montar
um relatório com as constatações
sobre o evento, mas essa não
é uma atividade pré-programada,
explica Carlos Afonso.
Temas
Pela primeira vez realizada no Rio de
Janeiro (as três edições
anteriores ocorreram em São Paulo
e Brasília), a Oficina conta
com painéis de debates que incluem
diferentes aspectos relacionados ao
universo da infoinclusão, tais
como “Rádios Comunitárias
e Internet”, “Software Livre:
Autonomia e Desenvolvimento”,
“Acessibilidade na Inclusão
Digital” e “Laboratórios
multimídia e TV digital”.
Como nas edições anteriores,
a Oficina espera proporcionar a participação
de profissionais que atuam efetivamente
nos telecentros de todas as regiões
do país. O objetivo do painel
“Telecentros: Softwares de gestão
e sistemas operacionais” é
debater as vantagens e desvantagens
das diferentes distribuições
e dos sistemas de gestão para
telecentros comunitários, além
de identificar junto aos participantes
quais as demandas percebidas pelos profissionais
que atuam efetivamente nos telecentros.
Para isso, foram convidados coordenadores
de telecentros de diversos estados.
Em um dos últimos painéis,
haverá um debate sobre a Cúpula
Mundial sobre a Sociedade da Informação
(CMSI/) entre os atores que participam
do processo. Para Maurício Falavigna,
a inclusão de uma discussão
aberta sobre o processo da CMSI é
um avanço em relação
aos anos anteriores. “Embora os
resultados da última Cúpula
terem sido tímidos face às
posições da sociedade
civil, ela continua sendo o principal
espaço para apresentar reivindicações
que visem a concretizar os anseios de
democratização do acesso
ao conhecimento, de utilização
das TICs para o compartilhamento do
conhecimento e para um processo de empoderamento
de grupos excluídos”.
Mais informações sobre
4ª Oficina para a Inclusão
Digital em www.idrio.org.br
por
Mariana
Loiola
Fonte: www.rits.org.br
(revista do terceiro setor)