Enquanto em alguns estados as audiências
públicas que debatem o Plano Nacional
de Juventude vêm sendo planejadas
e em outros atropeladas, várias
entidades se organizam para acompanhar
as discussões.
Na última
reunião do Conselho Nacional de
Juventude, decidiu-se criar uma comissão
para acompanhar e apoiar a organização
das audiências estaduais e do seminário
nacional, marcado para os dias 25 e 26
de novembro. A Comissão do CNJ
é composta por Regina Novaes -
Presidente do Conselho, Danilo Moreira
- Secretário Executivo, Daniel
Cara - Vice-Presidente / Instituto Sou
da Paz, Cíntia Nascimento - Rede
de Jovens do Nordeste, Elisa Campos -
Associação Nacional de Pós-Graduandos
e Malu Viana - Frente Brasileira de Hip-Hop.
Foram acrescidas mais 4 organizações
sediadas em Brasília, que vêmacompanhando
a Comissão do Plano e se dispuseram
a contribuir com o Conselho. São
elas: Grupo Interagir, Instituto República,
Agere e Centro de Estudos e Memória
de Juventude – CEMJ.
No dia
5 de outubro esta comissão do CNJ
visitou a Câmara dos Deputados,
para ser apresentada a alguns deputados
que estão debatendo o Plano, já
que nem todos os parlamentares membros
da Comissão se dispuseram a conversar
com os conselheiros. Como primeira atividade,
a Comissão elaborou um roteiro
de dicas metodológicas para as
audiências estaduais, para servir
de proposta concreta das organizações
sobre como as audiências deveriam
proceder. A Comissão também
irá participar da construção
do Seminário Nacional que ocorrerá
em Brasília de 25 a 26 de novembro.
Nos estados
onde as audiências não vem
sendo planejadas, ou ao menos não
como se esperaria que estivessem, grupos
já se manifestam pelo adiamento
das audiências, conforme carta encaminhada
à Comissão Parlamentar em
Brasilia. Uma das preocupações
também é que os Representantes/Delegados
escolhidos nas audiências para participar
do Seminário Nacional não
terão passagem garantida, além
do risco de se gastar muita energia nos
processos de mobilização
mas não ter suas deliberações
sendo acatadas pela redação
final da Comissão, já que
o processo todo ocorre no formato de Audiências
Públicas Consultivas. Por outro
lado, pesa o fato de que há o risco
de que se mude o governo sem que o Plano
esteja aprovado.
Para Regina
Novaes, Secretaria Nacional Adjunta de
Juventude e presidente do CNJ, "Além
de base para a execução
dos programas do governo, o plano nacional
de juventude servirá como indutor
de continuidade e aperfeiçoamento
das políticas públicas por
outros governos. Portanto, permitirá
a consolidação de uma política
de Estado e não apenas ações
de um governo. O plano deverá prever
suas formas de implementação.
Ele também se constituirá
numa importante referência para
a elaboração dos instrumentos
de planejamento e gestão governamental,
sendo a base para a elaboração
dos Planos Plurianuais (PPA), das Leis
de Diretrizes Orçamentárias
(LDO) e das Leis Orçamentárias
Anuais (LOA).
Para saber como está a organização
da audiência pública no seu
estado, clique aqui. Disponibilizamos
a relação dos deputados
organizadores e seus telefones, além
de datas de audiências já
divulgadas pelos gabinetes.
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