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ONG Ação Educativa
pesquisou participação da
juventude
Pesquisas recentes revelaram traços
significativos sobre o relacionamento
dos jovens brasileiros com a “política”.
Em 2003, a pesquisa de opinião
encomendada pelo Observatório da
Educação da ONG Ação
Educativa procurou conhecer a participação
dos cidadãos brasileiros nas instâncias
e mecanismos de elaboração,
monitoramento e avaliação
de políticas públicas.
Chamou a atenção o fato
de a maioria dos entrevistados (56%) não
desejar participar das práticas
capazes de influenciar nas políticas
públicas. Daqueles que “desejam
participar”, destacaram-se os jovens
mais escolarizados e as pessoas de maior
renda. Um número expressivo de
pessoas revelou desmotivação
em participar por falta de informação
(35%); neste grupo destacam-se os mais
jovens, entre 16 e 24 anos, os menos escolarizados
e os de menor renda.
Há consenso entre diferentes pesquisas
que o aumento da idade provoca a diminuição
do interesse ou disponibilidade para a
participação. Neste sentido,
o período de idade compreendido
entre 15 e 20 anos é decisivo para
o fortalecimento de práticas e
princípios de participação
democrática. Sem dúvida,
as instituições e coletivos
juvenis já mobilizados precisam
estar atentos a este indício revelado
pelas pesquisas e, assim, criar estratégias
para que esse período vital da
juventude seja potencializado. O professor
Paulo Carrano, da Faculdade de Educação
da Universidade Federal Fluminense, coordenador
do Observatório Jovem do Rio de
Janeiro/UFF e membro do Conselho Nacional
de Juventude, escreve ao site Onda Jovem
(www.ondajovem.com.br)
sobre a importância de se estimular
o comportamento jovem frente à
participação e a conscientização
de seu poder influenciador na sociedade.
Até ofinal do mês de outubro,
o projeto Onda Jovem, que contempla a
revista gratuita quadrimestral e o portal
sobre juventude, coloca em pauta uma visão
atualizada da participaçãojuvenil
noBrasil. E destaca em seus artigos e
Planos de Aula a visão de uma juventude
que vem diversificando suas formas de
participação, conscientes
dos problemas do país, apesar da
desconfiança em relação
à política institucional.
Afinal, entre a política, a ação
social e a cultura, os jovens dão
menos importância à primeira,
mas consideram os três caminhos
como complementares, ou seja, capazes
de contribuir para as mudanças
desejadas.
Onda Jovem é um projeto de comunicação
de cunho social patrocinado pelo Instituto
Votorantim, que procura disseminar conhecimentosobre
juventude no Brasil.
Fonte:
Pauta Social
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