O Programa
Nacional de Inclusão de Jovens
– ProJovem vai
responder com a criação
de oportunidades ao quadro de vulnerabilidade
social em que se encontra grande parte
dos jovens brasileiros, abrindo-lhes uma
nova perspectiva de continuação
dos estudos, de trabalho e evolução
profissional e pleno exercício
da cidadania. Essa é a linha de
ação do programa lançado
pelo Presidente Lula e que se destina
a atender neste ano a 200 mil jovens nas
26 capitais do país e no Distrito
Federal.
De acordo com a coordenadora do ProJovem,
Maria José Féres, “
trata-se de um programa inovador na medida
em que integra ações educativas,
de formação profissional
e de ação comunitária”.
No final do curso de 12 meses, os alunos
prestarão um exame nacional específico
do programa para receberem o certificado
que lhes permitirá a matrícula
no ensino médio, facilitará
a entrada no mercado de trabalho ou a
atuação por meio de empreendimento
próprio em sistemas de cooperativa
ou de economia solidária.
Nesta primeira etapa, serão desenvolvidas
as negociações com as prefeituras
das capitais para formalização
dos convênios e definição
do número de vagas em cada município.
As inscrições de candidatos
serão feitas na cidade, por telefone
ou em postos a serem divulgados em cada
localidade, depois que forem firmados
convênios entre as Prefeituras e
o Governo Federal. O curso dura 12 meses
e será exigida a freqüência
mínima de 75% das aulas para o
aluno ter direito ao incentivo mensal
de R$ 100, previsto na Medida Provisória
assinada ontem.
O projeto pedagógico do ProJovem
contempla a formação geral
em nível de ensino fundamental,
incluindo fundamentos de língua
estrangeira e de informática, pretendendo-se
que cada aluno chegue ao final do curso
capacitado, no mínimo, para criar
e montar páginas para veiculação
na internet. “Esses conhecimentos
– disse Maria José Féres
– são essenciais na vida
de todos e instrumentos fundamentais para
o exercício da maioria das profissões
no mundo atual”.
A coordenadora do ProJovem enfatizou que
o programa não visa distribuição
de renda. “O incentivo de R$ 100
a ser pago a cada aluno é um estímulo
para que ele retome os estudos, mas o
aluno só permanecerá na
escola se também o curso for estimulante”.
Por isto, o projeto pedagógico
prevê atividades de arte e cultura
e de ação desenvolvidas
nos parâmetros de estágio
civil e conforme as condições
e as necessidades das comunidades locais.
Maria José Ferés prevê
que as primeiras turmas comecem a ter
aulas ainda neste semestre e, até
o final do ano o programa estará
implantado nas 27 capitais do país.
A princípio, será desenvolvido
com as prefeituras que aderirem, mas não
há impedimento para a participação
dos estados. Em todo o país, devem
ser mobilizados 7.500 professores.
Fonte:
http://www.presidencia.gov.br/secgeral/juventude/arquivos_projovem/Projovemrelease.htm
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